Como digitalizar um documento no seu browser
- Fotografe o documento. Toque em Tirar fotografia para usar a câmara, ou largue uma fotografia que já tenha. Superfície plana, boa luz, e coloque-se de forma a que a sua sombra não caia sobre a página.
- Ajuste os cantos. A ferramenta sugere onde estão os contornos do documento. Arraste qualquer canto para o corrigir — aparece uma lupa para conseguir posicionar-se exatamente na margem do papel.
- Escolha um filtro. O modo Documento torna o papel branco e o texto escuro, como um digitalizador a sério. Os modos de tons de cinzento e original também estão disponíveis quando precisar deles.
- Adicione páginas e transfira. Toque em Adicionar página para cada folha, reordene se necessário, depois transfira tudo como um único PDF.
O que faz
- Deteção automática de contornos (traçado de linhas retas mais modelação do fundo), com um recorte de quatro cantos arrastável e uma lupa para afinar
- Trata corretamente fotografias de telemóvel rodadas — a orientação EXIF é lida e aplicada, mesmo em versões antigas do Safari
- Filtro de documento que torna o papel branco e o texto nítido — mais os modos de tons de cinzento e original
- Várias páginas: continue a adicionar páginas, reordene-as, e transfira um único PDF
- Funciona com a câmara do seu iPhone ou qualquer fotografia que já tenha
- Corre inteiramente no seu browser — a fotografia nunca é enviada para um servidor
Um digitalizador que corre onde os seus documentos devem ficar: no seu dispositivo
A maioria dos sites de «digitalizador online grátis» funciona da mesma forma: envia a fotografia do seu documento para o servidor deles, o servidor processa-a, e transfere o resultado. Para um contrato de arrendamento, um passaporte ou uma fatura médica, essa é uma troca estranha. Este digitalizador faz o mesmo trabalho — correção de perspetiva, limpeza, montagem do PDF — com JavaScript a correr no seu próprio browser. A página que está a fotografar nunca sai do dispositivo com que a fotografou.
Como funciona na prática
Quando escolhe uma fotografia, a ferramenta procura o contorno do documento de duas formas ao mesmo tempo: traça as margens retas mais fortes na imagem (da mesma forma que as aplicações de digitalização fazem), e separadamente modela o fundo a partir das margens da fotografia para encontrar a região que não é a mesa. Quando as duas concordam, a sugestão de recorte costuma ficar a poucos píxeis de distância; quando a fotografia é difícil — fundo complicado, documento a preencher todo o enquadramento — a ferramenta diz isso e começa com uma predefinição sensata. Depois corrige os cantos à mão — uma lupa segue o seu dedo para poder colocar cada canto exatamente na margem real do papel. A partir desses quatro cantos, a ferramenta calcula uma transformação de perspetiva (a mesma matemática que as aplicações de digitalização a sério usam) e reprojeta a página num retângulo limpo. O filtro Documento compara cada píxel com a sua vizinhança local, por isso o papel fica branco e o texto mantém-se escuro mesmo quando a iluminação ao longo da página não era uniforme. Por fim, as páginas são incorporadas num PDF, construído inteiramente no browser com uma biblioteca de código aberto.
Conseguir uma digitalização que pareça digitalizada
A transformação consegue corrigir a perspetiva, mas não inventa pormenor que não esteja na fotografia. Três hábitos fazem a diferença: luz de uma janela em vez de um candeeiro de teto (menos sombras), o telemóvel segurado na horizontal por cima da página em vez de inclinado (menos distorção para corrigir), e uma superfície contrastante sob o papel (uma página branca numa mesa branca não dá ao detetor de margens nada para encontrar — e dá-lhe mais trabalho a arrastar cantos).
O que esta ferramenta não faz
Não lê o texto. O PDF que transfere é uma pilha de imagens — perfeito para imprimir, enviar por email ou arquivar, mas não consegue pesquisar dentro dele, e o seu telemóvel também não. Também não organiza nada: a página 3 do seu contrato de arrendamento vai ficar exatamente onde a colocou, na sua pasta de Transferências. Se preferir digitalizar uma vez e depois encontrar as coisas perguntando — «quanto foi o depósito?» — esse é o trabalho de um cofre de documentos com OCR, que é para isso que o Paperlock foi construído.