Como digitalizar um documento no seu navegador

  1. Fotografe o documento. Toque em Tirar foto para usar sua câmera, ou solte uma foto que você já tenha. Superfície plana, boa iluminação, e fique de forma que sua sombra não caia sobre a página.
  2. Ajuste os cantos. A ferramenta sugere onde estão as bordas do documento. Arraste qualquer canto para corrigir — uma lupa aparece para você acertar exatamente a borda do papel.
  3. Escolha um filtro. O modo Documento deixa o papel branco e o texto escuro, como um scanner de verdade. Escala de cinza e original estão disponíveis quando você quiser.
  4. Adicione páginas e baixe. Toque em Adicionar página para cada folha, reordene se precisar, depois baixe tudo como um único PDF.

O que faz

  • Detecção automática de bordas (rastreamento de linhas retas mais modelagem de fundo), com um recorte de quatro cantos arrastáveis e uma lupa para ajuste fino
  • Lida corretamente com fotos de celular giradas — a orientação EXIF é lida e aplicada, inclusive no Safari mais antigo
  • Filtro de documento que deixa o papel branco e o texto nítido — além de modos em escala de cinza e original
  • Várias páginas: continue adicionando páginas, reordene-as, e baixe um único PDF
  • Funciona com a câmera do seu iPhone ou qualquer foto que você já tenha
  • Roda inteiramente no seu navegador — a foto nunca é enviada a um servidor

Um scanner que roda onde seus documentos deveriam ficar: no seu dispositivo

A maioria dos sites de “scanner on-line grátis” funciona do mesmo jeito: você envia a foto do seu documento para o servidor deles, o servidor deles a processa, e você baixa o resultado. Para um contrato de aluguel, um passaporte ou uma conta médica, essa é uma troca estranha. Este scanner faz o mesmo trabalho — correção de perspectiva, limpeza, montagem do PDF — com JavaScript rodando no seu próprio navegador. A página que você está fotografando nunca sai do dispositivo com o qual você a fotografou.

Como funciona de fato

Quando você escolhe uma foto, a ferramenta procura o contorno do documento de duas formas ao mesmo tempo: ela rastreia as bordas retas mais fortes na imagem (do jeito que apps de scanner fazem), e separadamente modela o fundo a partir das bordas da foto para encontrar a região que não é mesa. Quando as duas concordam, a sugestão de recorte costuma ficar a poucos pixels de diferença; quando a foto é difícil — fundo cheio de coisas, documento ocupando o quadro inteiro — a ferramenta avisa e começa você a partir de um padrão sensato. Você então corrige os cantos à mão — uma lupa acompanha seu dedo para você posicionar cada canto na borda real do papel. A partir desses quatro cantos, a ferramenta calcula uma transformação de perspectiva (a mesma matemática que apps de scanner de verdade usam) e reprojeta a página em um retângulo limpo. O filtro Documento compara cada pixel com sua vizinhança local, então o papel fica branco e o texto continua escuro mesmo quando a iluminação na página não era uniforme. Por fim, as páginas são incorporadas em um PDF, montado inteiramente no navegador com uma biblioteca de código aberto.

Conseguindo uma digitalização que parece digitalizada

A transformação consegue corrigir a perspectiva, mas não consegue inventar detalhe que não está na foto. Três hábitos fazem a diferença: luz de uma janela em vez de uma lâmpada de teto (menos sombras), o celular segurado na horizontal acima da página em vez de inclinado (menos distorção para corrigir), e uma superfície contrastante sob o papel (uma página branca em uma mesa branca não dá nada para o detector de bordas encontrar — e dá a você mais trabalho arrastando cantos).

O que esta ferramenta não faz

Ela não lê o texto. O PDF que você baixa é uma pilha de imagens — perfeito para imprimir, enviar por e-mail ou arquivar, mas você não consegue pesquisar dentro dele, e o seu celular também não. Ela também não organiza nada: a página 3 do seu contrato de aluguel vai estar exatamente onde você a colocou, na sua pasta Downloads. Se você prefere digitalizar uma vez e depois encontrar as coisas perguntando — “quanto foi o depósito?” — esse é o trabalho de um cofre de documentos com OCR, que é para isso que o Paperlock foi criado.